O atalho para o Puro de Origem
Reconhecida mundialmente pela excelente produção de carne, musculatura destacada e alta eficiência produtiva, a raça Texel conquistou espaço entre os principais rebanhos ovinos do Brasil.
A raça Texel tem sua origem na ilha do mesmo nome, localizada ao norte da Holanda. Inicialmente, foram feitos cruzamentos da ovelha dos "polder" holandês com várias raças inglesas como a Leicester, Wensleydale e o Lincoln. Posteriormente, alguns criadores insatisfeitos com a cruza daí proveniente passaram a criar seus próprios ovinos, resultando um animal grande, precoce e com lã de boa qualidade. Após diversas gerações de eficiente seleção, o TEXEL surge hoje, como uma raça de ovino tipo carne, de excelente qualidade e baixo teor de gordura. No Brasil, a raça foi introduzida em 1972, pelos criadores Halley Marques e Ligia Vargas Souto que importaram da Holanda 18 fêmeas e 2 machos para suas fazendas, no município de Itaqui/RS.
Aspecto Geral:
Ovino de tamanho médio, tendendo para grande, muito compacto, com massas musculares volumosas e arredondadas, constituição robusta, evidenciando vigor, vivacidade e uma aptidão predominantemente carniceira.
Atualmente, é considerada uma raça de carne e lã, pois a par de uma carcaça de ótima qualidade e peso produz ainda apreciável quantidade de lã.
Cabeça:
Forte, larga ao nível do crânio, completamente livre de lã e coberta de pelos brancos, curtos e sem brilho. O comprimento da cabeça (da ponta do nariz à nuca) deve medir aproximadamente 1,5 vezes a maior largura quando observada de lado.
Arcadas orbitais salientes e olho vivos e bem afastados.
Orelhas grandes, inseridas altas, com a concha interna voltada para a frente e as extremidades levemente projetadas para a frente e um pouco acima da linha de inserção, completamente livres de lã mas cobertas de pelos brancos, curtos e sem brilho.
As mucosas nasais, lábios e bordo das pálpebras devem ter pigmentação escura, preferencialmente preta.
São admissíveis pequenas pintas nítidas de cor preta nas orelhas e pálpebras. Mocha em ambos os sexos.
Aptidões:
Rústica e sóbria, produzindo bem no sistema extensivo e semi-intensivo.
- Produz uma ótima carcaça, com gordura muito reduzida.
- Precoce. Em condições de pastagem, entre os 30 e 90 dias de idade, os cordeiros machos têm ganho de peso médio diário de 300g e as fêmeas de 275 gramas. Aos 70 dias de idade machos bem formados atingem 27 kg e as fêmeas 23kg.
- Prolífera, pois atinge índices de nascimento de 160%, tendo atingido na França índices de 190 e até 200%.
- Os carneiros atingem pesos de 110 a 120 kg e as fêmeas adultas 80 a 90 kg, já tendo ultrapassado tais pesos. Os carneiros tratados já atingiram 160 kg e as ovelhas mais de 100 kg.
Lã:
O diâmetro médio das fibras de lã varia de 27 a 30 micrômetros, o que na Norma Brasileira de Classificação de lã suja equivale às finuras cruza 1 e cruza 2.
A lã é branca com uma graxa um pouco cremosa, com rendimento ao lavar de 60%.
Os cruzamentos com TEXEL podem ter por objetivo a produção de cordeiros industriais ou de animais CG, SO, RGB até atingir o PO.
Os carneiros devem ser substituídos a cada dois anos e devem ser sempre de categoria superior às fêmeas.
As fêmeas "CGs" são tatuadas na orelha esquerda e os machos destas categorias não recebem tatuagem. O criador também pode optar pelas tatuagens "CG5" e "RD". Os machos e fêmeas "SO" são tatuados na orelha direita com o símbolo "S" e na esquerda com o código do rebanho (dois números e uma letra). As fêmeas são tatuadas "RGB BASE" a partir da "SO" e os machos filhos de "SO" continuam "SO". Esta categoria já recebe certificado de origem, o símbolo "RGB" e nº de ordem na orelha esquerda e na direita o código do rebanho. Os animais "PO" (puros de origem) recebem certificado de origem e as tatuagens "ARCO" e o número ordem na orelha direita e o código do rebanho na esquerda. O controle, seleção e tatuagem dos ovinos, assim como a emissão de certificados de registro são efetuados pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos - A.R.C.O.
Fertilidade e Prolificidade:
O rebanho Texel apresenta elevados índices de fertilidade, acima de 95% de prenhez. Em condições normais de alimentação, a ovelha Texel é prolífera atingindo de 30 a 60% de gestação gemelar dupla e até tripla. Nas regiões onde não ocorre variação do fotoperíodo, como no Brasil Central e Nordeste, a ovelha Texel chega a produzir duas crias por ano.
Habilidade Materna:
A ovelha Texel é uma excelente mãe, boa produtora de leite, o que possibilita um ganho de peso diário dos cordeiros de 250g (nascidos de parto duplo) e 350g (nascidos de parto simples), durante o período de aleitamento.
Lã:
O ovino Texel produz lã de excelente qualidade, boa finura, com fibra forte e de grande aceitação pelo mercado produtor de fios. As fêmeas produzem, em média, 3 kg e os machos 5 kg de lã. A finura da lã varia da qualidade cruza II a III, o que equivale a diâmetros compreendidos entre 27 e 30 micras. O comprimento da mecha é em torno de 15 cm.
Precocidade:
A raça Texel se destaca pela rapidez no ganho de peso dos cordeiros que ficam prontos para o abate ao atingir de 35-40Kg, entre os 4-5 meses de idade. A borrega Texel ao atingir de 40-50Kg, entre os 6-8 meses de idade, quando bem alimentada, apresenta seu primeiro cio estando apta a conceber, sem que isso altere seu desenvolvimento corporal.
Qualidade de Carcaça:
O carneiro Texel, já no primeiro cruzamento, imprime suas características raciais, produzindo um cordeiro com ótima qualidade de carcaça.
Em média, entre os 4-5 meses de idade, em regime de campo, os cordeiros Texel apresentam carcaças pesadas, bem conformadas, com pouca quantidade de gordura e farta massa muscular, proporcionando alto rendimento.